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maio 31, 2005
O MELHOR DOS COMENTÁRIOS DE 31 DE MAIO
Comentários de Manuel Resende neste mesmo sítio:
1.
A cada dia que passa uma nova coisa me causa espanto. E a última que me ocorreu é esta: não é absolutamente ademocrático (inventemos esta nova palavra) fazer estas votações sequenciais, em que o resultado de uma influencia a outra?
Ainda por cima, com este retoque, como dizer, calculista de deixar para o fim o Reino Unido, na esperança de que uma enfiada de ratificações bem sucedidas quebrasse a força dos eurocépticos britânicos na opinião pública.
Já sei que a UE não é um espaço político homogéneo como as nações (embora nestas também haja diferentes "densidades", digamos...)e que a construção europeia tem de ser altamente contraditória. Mas isto é demais: é aproveitar a mesma heterogeneidade para manipular (que palavra tão feia, devia evitar estas expressões fortes) a vontade soberana dos cidadãos.
2.
E mais:
Esta sarilhada em que estamos, isto é, a possibilidade de anulação dos referendos em vários países (para quê andar a votar sobre um documento que nunca entrará em vigor), resulta precisamente do estranho mecanismo das ratificações sequenciais, umas parlamentares, outras referendárias, com um calendário calculado de forma a favorecer determinado resultado.
O tiro saiu pela culatra.
L'arroseur arrosé.
De qualquer forma, uma anulação dos referendos seria sempre uma expropriação da expressão democrática (mesmo que enviesada)e a clara manifestação do que querem elites sem nível.
Pronto, agora calo-me.
Publicado por JPP às maio 31, 2005 12:43 PM
Comentários
. Interessante de verificar quem votou não em França”: Ce sont sans surprise les ouvriers, les agriculteurs (même s'ils sont benificiaires de la PAC), les chômeurs et les salariés touchant moins de 3.000 euros par mois, dont les emplois sont souvent les plus menacés par les délocalisations d'entreprises vers les nouveaux pays membres de l'UE, qui ont rejeté en bloc le traité, selon un sondage de l'Institut Ipsos. Les retraités et les étudiants ont à l'inverse dit oui au traité. Mais selon les tranches d'âge, seuls les plus de 65 ans lui ont été majoritairement favorables. "Quand il s'agit d'Europe, on n'est plus dans le clivage gauche-droite", a estimé Pascal Perrineau, directeur du Centre d'études de la vie politique française, même si les sympathisants de gauche ont majoritairement voté non. "C'est beaucoup plus un clivage entre ce qu'on pourrait appeler une société qui fait confiance à l'ouverture politique et économique, et une société inquiète qui a tendance à se replier davantage sur la nation", a-t-il expliqué à la télévision. Paris n'a pas du tout voté comme la province. Le oui a obtenu plus de 66% des voix dans la capitale et fait de bons scores dans les autres grandes villes, à l'exception d'agglomérations plus "ouvrières" comme Marseille (sud) ou Lille (nord). A l'opposé, le non a raflé la mise presque partout dans les zones rurales, avec le symbole du petit hameau de Balignac (sud), au coeur de la "France profonde", où les électeurs ont rejeté le traité à 100%. De nombreuses régions de l'Alsace, frontalière de l'Allemagne, ou des Pyrénées, limitrophes de l'Espagne, qui avaient dit oui à Maastricht en 1992, ont basculé dans le non. Enfin, une grande majorité des 1,5 million d'électeurs des territoires français des Antilles ou de Polynésie, la Nouvelle-Calédonie, l'archipel de Saint-Pierre-et-Miquelon au large de Terre-Neuve (Canada), a approuvé le traité, à l'instar des Français vivant à l'étranger, sauf l'Ile de la Réunion qui l'a rejeté.
Publicado por: Ricardo Charters d'Azevedo às maio 31, 2005 02:45 PM
Que a Europa esteja connosco. Amen.
2 - Não quero ser cidadão com duas constituições, duas bandeiras, dois hinos e dois presidentes.
Publicado por: José Leite às maio 31, 2005 03:29 PM
O calendário dos referendos é um processo eminentemente político que transpôe à escala da União aquilo que sucede na gestão de calendários políticos dentro de cada Estado europeu (eleições, referendos, demissões de parlamentos, presidências abertas, tudo). Bem entendido, os líderes políticos, mesmo sem concertação formal - nada de teorias conspirativas! - estão bem cientes das realidades internas de cada um e tomam isso necessáriamente em consideração. É ir longe demais falar em tentaiva de manipulação do eleitorado. De qualquer modo houve um precedente interessante de referendos sequenciais, aquando do alargamento da UE aos Nórdicos. Sabendo-se da desconfiança norueguesa, os referendos na Finlândia e na Suécia foram marcados para tentar o efeito dominó sobre a Noruega, deixada para o fim. De nada valeu, como se sabe.
Publicado por: j. ryder às junho 1, 2005 09:59 AM