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maio 30, 2005
O REFERENDO EM FRANÇA
Vale a pena acompanhar o mapa dos resultados oficiais por departamento aqui. Até agora azuis ( a cor do sim) só a Guadalupe, a Guiana e a Martinica, assim como o departamento onde fica Estrasburgo (cidade muito dependente do Parlamento Europeu), votaram sim.
Publicado por JPP às maio 30, 2005 12:49 AM
Comentários
Agora só espero que se leve este resultado às ultimas consequências, como por exemplo renegociando os montantes do orçamento comunitário afectos à Politica Agrícola Comum (cerca de 48% do orçamento!) e de que a França (e a Dinamarca) beneficia MUITO. Tal permitirá aumentar as dotações afectas à coesão, por exemplo.
Ricardo Charters d'Azevedo
Publicado por: Ricardo Charters d'Azevedo às maio 30, 2005 01:09 AM
O "Não" venceu e, numa situação normal, teria convencido. Infelizmente, já se houvem vozes de que este não foi um cartão vermelho à política interna francesa, que nada teria a haver com a Constituição Europeia.
Este foi um não claro e inequívoco à Constituição Europeia, tal como os europeistas a conceberam e a pariram, sem obdiência a qualquer processo democrático ou claro.
Este é um não a esta Europa cuja construção se afirma imperiosa mas cujo projecto nunca se mostra aos "ignorantes", "imbecis" e "estúpidos" que são os cidadãos, por se tratarem de matérias acessíveis apenas a uma elite intelectual.
Gostariamos que esta suposta elite, que passa por cima de tudo e todos ao considerar como fundamental a entrada da Turquia na Europa e que despreza os países, ao rumar para uma Federação que só alguns desejam e muito poucos necessitam, tivesse aprendido a lição: a Europa constrói-se por diversos caminhos e sempre com a vontade dos povos que nela habitam.
Duvidamos é que isso tivesse acontecido...
PS: Não deixa de ser interessante o tratamento diferenciado dado ao não francês e a outros nãos que já ocorreram.
Quando a Irlanda disse não, a Europa disse para pensar melhor, fazer outro referendo ou...ia à sua vida.
Como agora é a França, será que alguém vai dizer à França para ir à sua vida? E se a Holanda disser não? E será que o Reino Unido, eterno rival da França e eterno euroceptico irá dizer SIM só para contraria a França?
Publicado por: António Ferreira Ramos às maio 31, 2005 09:10 PM