« O "SIM" DE JOSÉ SÓCRATES | Entrada | OS CARTAZES DO "NÃO" »

maio 20, 2005

O "SIM" DE DURÃO BARROSO

Ao lado do primeiro-ministro, o presidente da Comissão Europeia pediu «confiança no projecto europeu». «Devemos ser ambiciosos e não pessimistas», instou Durão Barroso, salientando a comunhão das prioridades políticas portuguesas com as do órgão que dirige contra a «ameaça populista» que diz estar a fazer tentativas de «simplificação» e «manipulação» para travar o processo constitucional europeu «colocando em cima das instituições europeias aquelas que são responsabilidades nacionais».

(Capital, 20/5/2005)

Publicado por JPP às maio 20, 2005 10:04 AM

Comentários

A construção desta notícia da Capital corresponde à construção da pergunta do referendo para a Constituição Europeia.Tem de ler-se duas vezes...pelo menos.Escreve-se muito mal nos jornais nacionais.Talvez sejam por isso tão pouco lidos e talvez seja por isso que tanto precisem de colecções enfadonhas para serem vendidos.Será este um problema..."de responsabilidade nacional" ou também podemos atribuí-lo às instituições europeias?
Este "Sim de Durão Barroso" apoiado no excerto ideal da Capital é, sem dúvida, uma "simplificação" e "manipulação" do "Não" do Pacheco Pereira? Ou apenas uma simplificação e manipulação do cidadão Pacheco Pereira?
É verdade que o Pacheco Pereira não usa as instituições para fazer campanha mas também é verdade que tem ao seu serviço uma das televisões privadas com maior audiência e o universo blogosférico.Muito bem, nada disto chega aos calcanhares das instituições mas também,os eleitores preferem ver a SIC e navegar na net a ter pachorra para ouvir com atenção os que se aproveitam das instituições.
Parece-me justo.Uma boa iniciativa desde que não o torne ainda mais pedante do que já é.Por outro lado, não há mal nenhum em ser-se pedante.
Bom Blog.

Publicado por: catarina às maio 20, 2005 10:33 AM

Eu vou votar não porque não aceito que se queira referendar o tratado europeu como um facto consumado. A maioria dos que estão a favor do sim não querem discutir o assunto, querem um voto em branco dos portugueses.
Votei Bloco de Esquerda nas legislativas, votarei PS para a Câmara do Porto e possívelmente votarei Cavaco Silva para as Presidenciais. O meu voto parece uma salada russa mas não é, sou um cidadão livre que vota de acordo com aquilo que penso que é melhor para o meu País em determinado momento e de acordo com cada eleição, sendo que cada uma é distinta da outra. Votei BE porque achei que uma representação parlamentar forte dos bloquistas ajuda a marcar uma posição contra o PCP e PS que não representam toda a esquerda. Voto PS nas autárquicas porque Rui Rio não tem condições para gerir a CMP depois do erro de casting grave que teve ao afrontar de forma leviana a maior Instituição desportiva da cidade. Votarei Cavaco porque o País precisa nos próximos anos de um Presidente forte que evite que voltemos a ser o País mais pobre da Europa como eramos no tempo da ditadura.

Publicado por: devenish às maio 20, 2005 10:37 AM

Na minha modesta opinião, penso que é muito improvável que alguém com o minímo de bom senso vote sim numa constituição, que desconhece por variadas razões. A mais importante será aquela em que os políticos se negam constantemente a informar o povo, preferindo mantê-lo ignorante, porque o seu maior receio é não poder controlá-lo.
E como informação é poder, então o poder que se mantanha nas mãos dos políticos e não nas mãos do povo.
Por isso e por muito mais eu digo não à Constituição Europeia, não só porque desconheço tal documento, mas também como forma de criticar o governo que ajudei a eleger e que agora me nega a informação que deveria ter com toda a legitimidade.

Publicado por: Lúcia Margarida de Almeida Neves às maio 20, 2005 11:08 AM

Sou militante do PS, mas nunca compreendi como é que isso me obriga a aceitar uma constituição europeia, por que é que tal facto me obriga a querer uma europa federalista. Menos compreendo ainda que o PS, partido que se afirma como regiolnalista e descentralizador, queira, ao mesmo tempo, centralizar o poder, não em Lisboa, mas em Bruxelas. Votarei "não" à constituição europeia e conheço muito mais gente que também o fará. O que me entristece mais é que grande parte da população portuguesa votará "sim", apenas por nunca ninguém lhes ter explicado as razões do "sim" nem as razões do "não".

Publicado por: despertador (F. Xavier Gonçalves) às maio 20, 2005 11:10 AM

Não és só tu, caro Xavier, mas cada vez mais socialistas estão a pensar em votar NÃO! Votar NÃO não é uma vergonha!
Com calma e sem clubismos, conseguimos convencer muito mais gente a votar NÃO. O importante é debater e não tornar isto numa guerra de palavras

Publicado por: titlegune às maio 20, 2005 11:48 AM

Uma das criticas mais comuns que tenho lido contra a hipótese de se fazerem referendos é de que muita gente irá votar "Não" ou por não conhecer a Constituição ou por razões alheias à Constituição.
Este argumento estende-se a todo o processo democrático.
Quantas pessoas não votam num partido só porque a cara do líder lhes agrada? Quantas não votam em partidos por razões totalmente alheias aos partidos?
Até Marcelo Rebelo de Sousa disse que, nas últimas eleições votaria PSD, não porque concordasse com a política de Santana Lopes mas porque o PSD era a sua família e vota-se sempre com a família.
Portanto tem tanta lógica um referendo à Constituição como tem lógica uma eleição para a Assembleia da República.
Compete aos que apoiam a Constituição explica-la aos portugueses e convencer estes de que ela é necessária.
Concordo que é uma tarefa difícil, muito difícil...

Publicado por: O Raio às maio 20, 2005 12:56 PM

Devemos votar não, acabar de uma vez por todas com a palhaçada do clube dos ricos.

Publicado por: Rute ferreira às maio 20, 2005 04:25 PM

O importante agora é voltarmos a ser uma Monarquia. Acabar de uma vez por todas com os Deputados que apenas se preocupam com os seus interesses pessoais.
E com os interesses dos grandes grupos económicos.

Publicado por: rute Ferreira às maio 20, 2005 04:42 PM

Pela semelhança de finalidades, esta constituição parece-se com a II Guerra Mundial:-o domínio da Europa (e não só) pela Alemanha e seus aliados (antes a Itália hoje a França e a Holanda).
Como com o recurso às armas actualmente muito duvidoso é impossível, deitam mão da economia alheia e de leis mais ou menos discutíveis mas sempre direccionáveis para dominarem e serem novos colonizadores.
Vão, ou pretendem ir, colonizar tudo quanto seja rendimento e benefícios.
O que é de admirar no meio de tudo isto é o cinismo de alguns, se não de todos, políticos que estão mais interessados em interesses de outros países que não os seus do que nos interesses nacionais e esta ideia é aplicável em toda a Europa.
Esquecem-se que dentro de uma única Nação há vários Países com culturas e costumes ancestrais diferentes o que não será numa Europa em que desde tempos imemoriais sempre houve fortes divergências?
Será uma uma unificação heterógenea, babilónica mesmo onde com o passar do tempo ninguém vai enteder-se porque ao contrário do aforismo "a união faz a força" aqui é a força que quer fazer a união.
A única finalidade da chamada Europa Unida nada mais é do que o domínio de todos os europeus por alguns priviligiados que se revesam conforme os ventos.
É a III Guerra Mundial desarmada e encapotada e o que é pior parece que ganha à partida.


Publicado por: Patego Júnior às maio 21, 2005 12:41 AM

Comente




Recordar-me?