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maio 30, 2005
TRÊS "NÃOS"
Nove parlamentos ratificaram a «Constituição Europeia». No primeiro referendo, o NÃO venceu. Altura para tirar algumas conclusões dessa discrepância, para perceber que a Europa se constrói a passo e não a galope, para acabar com a chantagem de caminhos únicos e respostas únicas. Estamos gratos ao povo francês por esse contributo.
Pedro Lomba, Pedro Mexia e Francisco José Viegas no Fora do Mundo.
Publicado por JPP às maio 30, 2005 02:20 PM
Comentários
A que ser correcto. Nao foi o primeiro referendo! Espanha teve um referendo primeiro e o SIM ganhou!
Publicado por: Jose Costa às maio 30, 2005 02:49 PM
Então e o referendo em Espanha não contou? Como é que este foi o primeiro referendo ao tratado constitucional? Será que isto foi ficção?
http://dn.sapo.pt/2005/02/21/internacional/sim_espanhol_a_constituicao_europeia.html
Publicado por: José Santos às maio 30, 2005 02:51 PM
The No from France is likely to plunge the EU into an unprecedented crisis.
It reflects a variety of factors:
-Dissatisfaction with the current French government
-Worries (mostly misplaced) that the constitution moves the EU in an "Anglo-Saxon" direction economically
-General concerns at the development of the EU, especially a perceived reduction of France's influence in the enlarged Union
-Concerns at possible future membership of Turkey in the EU.
Publicado por: Nuno às maio 30, 2005 03:02 PM
Que eu saiba no 1ºreferendo não foi o não que ganhou...mas sim o SIM!
O referendo na frança não foi o 1º!
Publicado por: lol às maio 30, 2005 03:14 PM
Sim, realmente o rigor é um valor muito desprezado por estas bandas...
Publicado por: Ricardo Alves às maio 30, 2005 03:34 PM
O "não" Francês à chamada Contituição Europeia é um sério aviso aos burocratas de Bruxelas. Deslumbrados por um neo-liberalismo cada vez mais desenfreado, têm desprezado o Homem como "o protagonista, o centro e o fim de toda a vida económico-social" (Concílio Vaticano II). À semelhança do comunismo, que pretendia construir um "homem novo" através da sua libertação económica e social, mas, afinal escravo da economia e da sociedade, o neo-liberalismo, sem o dizer expressamente, pretende construir um "homem novo" através da liberdade individual total, mas, afinal escravo do livre curso da economia, por natureza isenta de qualquer moral, nomeadamente social.
Os burocratas de Bruxelas têm ignorado a dimensão moral que deve ser imposta à economia, de forma a colocá-la ao serviço de Homem.
Do mesmo modo que a humanidade se revoltou contra o "homem novo" comunista, há-de revoltar-se contra o "homem novo" liberal.
Que todos os deslumbrados, opulentos e poderosos se lembrem de que vão pagar muito caro o seu despudor. Que muitos "nãos" se sucedam ao Francês , para que, para bem de todos nós, acordem, ainda a tempo, da sua deslumbrada, opulenta, poderosa e desavergonhada insensibilidade.
Publicado por: Diogo Machado às maio 30, 2005 03:52 PM
O entusiasmo do momento levou a esse lapso, entretanto corrigido.
Publicado por: Pedro Mexia às maio 30, 2005 03:55 PM