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junho 13, 2005

NOS JORNAIS DE 13 DE JUNHO

Firmes numa Europa em crise no Diário de Notícias.

(este título é fabuloso...)

Publicado por JPP às junho 13, 2005 12:41 AM

Comentários

A atitude dos políticos portugueses tem muito mais a ver com desespero que com firmeza. Independentemente da posição de Portugal ou da sua "firmeza", a realidade é que a UE está em crise e nada garante que venha a sobreviver muito mais tempo. A UE persistirá enquanto for um instrumento de poder útil às grandes potências da Europa Ocidental e enquanto os EUA assegurarem a defesa da mesma. Ou seja, não há NADA que Portugal possa fazer para influenciar o curso da História da Europa. Apenas tem que adaptar-se o melhor possível às circunstâncias e tratar de si.

E aqui é que as coisas estão muito feias. A "elite" portuguesa não está preparada para um desfecho em que a UE não chegue a ser uma federação de Estados, mas antes se parta em dois grupos: um liderado pela Grâ-Bretanha, fortemente apoiada pelos EUA, e outro pelo eixo Franco-Alemão (até que a Alemanha se livre da França...), que previligiará uma aproximação à Rússia.

Iremos assistir a um cenário geopolítico semelhante ao do início do séc. XIX, quando estiveram em confronto a potência continental, que era a França napoleónica, e a potência marítima Grã-Bretanha. Neste século, o mesmo se passará tendo como oponentes os EUA e o seu apêndice Grã-Bretanha, contra o futuro eixo Germano-Russo.

Portugal ocupa uma área estratégica crucial para ambos os blocos e será um país muito desestabilizado por esta nova guerra fria, como já o havia sido entre 1974-1975 pelos EUA e URSS. Para já não falar no período mais negro da nossa História, aquando das invasões napoleónicas, precisamente por causa da oposição potência marítima/potência continental.

Quanto mais frágil for a situação política e económica interna do país, mais vulnerável será perante as estratégias indirectas que recairão sobre Portugal para atraí-lo para cada um dos blocos. E escusado será dizer que será absolutamente necessário que Portugal tenha uma estratégia própria, para não ser atraído para "alianças" contra-natura, nem para ser reduzido à mais infima expressão como Estado se se apresentar muito fragilizado perante os seus aliados "naturais".

A nossa História tem imensos exemplos do que pode correr mal nestas situações. Basta estudar os últimos dois séculos. Só nos resta esperar pelo melhor e prepararmo-nos para o pior.

Publicado por: Sekhmet às junho 13, 2005 11:27 AM

è necessário começar a organizar o movimento, em cada concelho, para termos em força um movimento pelo não. Estarei disponivel para um pequeno contributo desde a ilha montanha.

Publicado por: JAJ às junho 13, 2005 05:17 PM

Mas que Europa liderada pela Grã-Bretanha? A que fica em sanduiche entre a Rússia e a "Velha Europa" mais a que fica encravada na Rússia? Excluindo o Cáucaso, evidentemente.

Publicado por: Atl às junho 13, 2005 06:37 PM

Leituras aconselhadas a politicos do PS e PSD

Publicado por: Zé Povinho às junho 13, 2005 09:35 PM

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