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junho 14, 2005

NOS JORNAIS DE 14 DE JUNHO

Teresa de Sousa, E que tal um pouco de bom senso?,

O mínimo de racionalidade levaria a admitir que caberia à França e também à Holanda tirarem as conclusões dos resultados dos seus referendos e participarem na procura de uma solução europeia para ultrapassar a crise. Ouvindo Jacques Chirac (ou lendo a imprensa francesa), nada disso parece ter a menor relevância. Pelo contrário, se há uma crise europeia, ela tem a sua origem no sítio do costume, na pérfida Albion, na "decisão unilateral" de Londres de suspender o seu próprio processo de ratificação...
A mistificação é, naturalmente, intencional e tem o patrocínio de Berlim. A França, que está no centro da crise europeia, para o bem e para o mal, parece ter uma única preocupação imediata: diluir as suas responsabilidades. Só isso permite explicar a extraordinária teimosia com que o velho "motor" europeu parece acreditar que a melhor solução para a crise é prosseguir tranquilamente o processo de ratificação. Tudo isto seria patético se não fosse de mau agouro.

Vital Moreira, O nome e a coisa,

no Público (sem ligação).

Mário Soares, O debate em França, Capital.

João Marques de Almeida, Os perigos de mais referendos, Diário Económico.

A partir de agora, a questão decisiva é a seguinte: quantos referendos negativos é que a própria integração europeia consegue suportar? Há certamente um limite ao Não europeu, a partir do qual entramos num processo incontrolável onde tudo seria possível. Dito de outro modo, é fundamental separar os destinos do Tratado Constitucional da União Europeia. Só assim o actual impasse pode transformar-se no relançamento da integração europeia.

EU cuts expansion from its to-do list, International Herald Tribune.

Blair urges Chirac to be realistic on rebate , The Guardian.

Publicado por JPP às junho 14, 2005 09:27 AM

Comentários

O artigo de hoje de Vital Moreira no Público de hoje devia ser lido por todos quantos querem se esclarecer quanto ao que está realmente em jogo no processo de ratificação do TCE. De forma absolutamente convincente, Vital Moreira desmonta os argumentos dos constitucionalistas de inclinação nacionalista/soberanista como Pitta e Cunha e Jorge Miranda. É justamente este tipo de artigos de opinião, em que argumentos complexos são apresentados de forma clara e organizada, que fazem falta no espaço público português.

Publicado por: Filipe Carreira da Silva às junho 14, 2005 05:55 PM

So crumbles the cookie

In today's Irish Times is a TNS/Imrbi EU treaty poll comes welcome news
The bold figures are,
35% No
30% Yes
35% Don't know

All to play for of course, but the wicket is looking pretty good. Interestingly the results for Fine Gael. Their "voters would reject the constitution, 30 per cent would ratify it and 28 per cent have no opinion".I wonder if anybody has toléd thgeir European Parliamentary delegation- currently glued firmly to the federastic EPP.

Meanwhile in the FT Deutschland there are reports of a poll in the Czech Republic. Now we must remember that the opinion polling befoire the French and Ditch Referenda was about 65% yes 20% No.
Today we see a slight change,
54% No
19% Yes

(http://englandexpects.blogspot.com/)

Publicado por: tina às junho 14, 2005 10:16 PM

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