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junho 06, 2005

PRÓS E CONTRAS SOBRE A ENCRUZILHADA DA EUROPA (Actualizado)

O Prós e Contras da RTP1 (23.00), apresentado por Fátima Campos Ferreira, é hoje dedicado ao tema A Encruzilhada da Europa. Pacheco Pereira, Jorge Miranda, Sérgio Ribeiro, Miguel Beleza, Ribeiro e Castro e Vital Moreira analisam as consequências da vitória do "não" nos referendos em França e na Holanda.


Publicado por JPP às junho 6, 2005 09:43 AM

Comentários

Pelo «não»: Pacheco Pereira e Jorge Miranda, ambos de centro direita.
Pelo «sim»: Vital Moreira (esquerda) e Ribeiro e Castro (direita).
Conclusão: o «não» é de centro direita.
Fantástico, não há dúvidas de que a comunicação social está mesmo dominada pela esquerda radical. ;) Já num programa da semana passada armaram o mesmo teatro, que distorce completamente a verdadeira imagem do «não» ao TCE em Portugal.

Publicado por: Ricardo Alves às junho 6, 2005 11:19 AM

A opinião dos mais bem informados nestas questões europeias não pressupõe que se reflicta nos seguimentos políticos das personalidades convidadas ou na imparcialidade que nem sempre existe na comunicação social. Acho que a questão Europeia se sobrepõe um pouco aos ideais políticos, um exemplo é a própria divisão em França da esquerda nestes assuntos, e que será igualmente verificável noutros países. Sejamos sérios e esclareçam o povo. Em jeito de opinião, acho igualmente que a questão sobre o Tratado para a “Constituição Europeia” face aos resultados já obtidos na França e Holanda deveria ser alterada cá em Portugal, visto que o documento assinado em Roma dificilmente entrará em vigor.

Publicado por: Luís Aguiar às junho 6, 2005 12:06 PM

O que menos importa para a discussão europeia é a dicotomia direita/esquerda, mas essa de classificar JPP como alguém do centro direita é no mínimo divertida.

Publicado por: outroalguem às junho 6, 2005 01:00 PM

Deviam era discutir o que se passou nos Bilderberg
Munique 2005. Isso sim era imprtante.

Publicado por: Big Brother às junho 6, 2005 04:00 PM

A referência de Luis Aguiar de que "a questão Europeia se sobrepõe um pouco aos ideais políticos" é muito interessante.

Esta "questão Europeia" parece-me ser uma questão iminentemente, exclusivamente, política.

A classificação dos ideiais politicos segundo a clássica dicotomia esquerda/direita é que, muito provavelmente, já não chega.

E a discussão da Constituição Europeia parece-me ser um bom retrato disto.

Publicado por: rm às junho 6, 2005 04:02 PM

Quando é que Jorge Miranda foi do centro direita???

Parece que pelo "não" são sempre os mesmos, não haverá mais ninguém???

Publicado por: Isabel Moreira às junho 6, 2005 04:09 PM

Só tenho pena que o Pacheco só fale nunca tenha feito nada de relevante pelo país. Ser do contra é muito fácil e traz sempre muitos leitos. Por mim este tipo de pessoas, não lhes dou crédito. Mas sou apenas mais um.

Publicado por: Juca da Silva às junho 6, 2005 04:10 PM

1) Se o PSD não é de centro direita, então não sei o que lhe querem chamar. Esquerda? Extrema direita? Não me parece que encaixe nestas definições. É claro que as classificações esquerda/direita têm subtilezas e ambiguidades, mas não me parece que exista uma alternativa melhor.

2) É claro que o debate sobre o TCE não se resume à dicotomia esquerda/direita. Mas existe um «não» de esquerda (PCP, BE, etc... espero não ofender ninguém ao dizer que estes são partidos de esquerda); existe um «não» de centro esquerda (Laurent Fabius, por exemplo); um «não» de extrema direita (o PNR, por exemplo); um «não» de direita (Manuel Monteiro, por exemplo); um «não» de centro direita (Pacheco e Miranda, por exemplo). Quando assim classifico os diversos «nãos» estou sobretudo a pensar nas razões em nome das quais se rejeita o TCE.

Mas voltando à vaca resfriada: porque será que a comunicação social está a transformar JPP E JM nas vozes principais do «não», quando a maioria das pessoas na área política de que são originários é pelo «sim»?

Publicado por: Ricardo Alves às junho 6, 2005 04:50 PM

Precisamente por haver "nãos" de todas as origens, parece-me que a classificação esquerda/direita não pode ser considerada como critério para se ser contra ou a favor da Constituição.

Parece-me que isso nos desvia do essencial.

Enquanto nos ocuparmos a decidir se o "não" é de esquerda ou de direita, enquanto estivermos a querer orientar a nossa decisão em função das nossas filiações politicas pré-definidas, estamos a passar ao lado da questão essencial.

Como aliás resulta bem claro dos "nãos" que já houve: é uma opção que é transversal em relação a todos os credos políticos. E maioritária.

Publicado por: rm às junho 6, 2005 05:58 PM

Ricardo Alves,

Jorge Miranda, o "eterno" constituicionalista da nossa praça, sempre foi do PS.

Ou será que o PS é centro direita?

Publicado por: Isabel Moreira às junho 6, 2005 07:44 PM

Como soma, o não é um vazio, diz J.Cravinho!!!
Nós,os que defendemos o Não, somos uns zeros segundo o mesmo senhor(a matemática assim o diz!!!).Mais uma vez está enganado(como tem sido hábito!!!)e pensa que nos engana.Meta o Sim na gaveta, como fizeram ao Socialismo,porque é lá o sítio dele!!!

Publicado por: J.A. às junho 6, 2005 09:58 PM

O debate foi um bocado confuso para quem abordou este tema pela primeira vez.(falo por outros)
Faltaram alternativas a este tratado, melhor dizendo, alternativas ao rumo da Europa.
Chamem-me maluco (e o mesmo posso afirma-lo de V/ Exa.) mas existe ainda uma alternativa verdadeiramente socialista: a União dos Estados Socialistas Europeus (consultar PCGB).
Mas voltando atrás, é natural que JPP e outros pro-capitalistas defensores do NÃO, entrem em contrasenso quando as razões pelas quais defendem o NÃO vão contra os "dirigismos" dos seus próprios partidos e das políticas por eles assumidas!
A UE está já à alguns anos a tentar converter-se num estado federal europeu neo-liberal e duvido muito que deixe abater este projecto à primeira tentativa falhada!(é a minha opinião pessoal e outros poderão discordar dela) Não poderemos dizer por isso que este tratado está morto e enterrado! Ou podemos? Se assim o é, a alma deste tratado vai concerteza reencarnar noutro escrito bastante semelhante ao primeiro!(são as minhas previsões astrológicas!)
O verdadeiro debate/construção de um novo tratado só será possível quando os governantes ( e aqui concordo com o JPP) agirem de boa fé! A boa fé (se for mesmo boa fé) tem de construir um tratado bastante abragente que possa prever e consentir que um povo vote num partido verdadeiramente socialista (vulgo comunista), e o seus país prevaleça na UE sem nenhum prejuízo para os seus cidadãos! A isto chamo liberdade e democracia!
O tratado não pode ser abordado de uma forma chantagista contra um futuro tormentoso que se agoira!

Publicado por: alguem às junho 7, 2005 10:12 AM

O Prof. Jorge Miranda foi deputado constituinte pelo PPD. Está mais próximo do centro-esquerda do que do centro-direita. Mas o debate sobre a Constituição europeia não tem nada a ver com dicotomia esquerda/direita.

Publicado por: Alexandre às junho 7, 2005 12:42 PM

Continuo sem perceber porque é que determinadas pessoas insistem em centrar a discussão sobre o tratado apenas na sua componente política, quando o que realmente deveria circundar a questão seriam as ditas regras que na prática afectam directamente as pessoas...

Martela-se duramente nos políticos europeus, em sistemas ou geoestratégias políticas, quando esses "elitistas" defensores do NÃO deveriam era argumentar com base nas repercussões práticas do tratado na vida dos povos europeus. Afinal, são eles que decidem...!

Mas eu até sei porque não o fazem... porque entrar neste campo seria uma "aproximação" aos argumentos defendidos (e muito bem) por Comunistas e Bloquistas... e isso pesaria!

Publicado por: Ipsis Verbis às junho 7, 2005 12:54 PM

Desde quando é que Jorge Miranda E Sérgio Ribeiro são de centro direita???

Publicado por: bruno às junho 7, 2005 02:36 PM

É confrangedor verificar que grande parte dos comentários a este post circulam em torno da dicotomia esquerda-direita... Quanto desperdício!
Deixo aqui o link de um pequeno teste sobre os conhecimentos de cada um acerca do texto (não do contexto!) da constituição. Interessante.

http://www.local.attac.org/attac91/quizz/

Publicado por: Micas às junho 7, 2005 03:19 PM

A ESTEREO-CACOFONIA

1 - No passado dia 6, e a propósito do referendo europeu, sucedeu uma coisa curiosa:
No momento exacto em que, na SIC-N, Jorge Sampaio nos garantia que era «preciso parar para pensar», António Vitorino dizia-nos, na RTP, qualquer coisa como:
«Há para aí umas pessoas» (tontas, entenda-se...) «que dizem que se deve parar para pensar...».

2 - No dia seguinte, e a propósito do mesmo assunto, ouvimos Freitas do Amaral declarar publicamente, no estrangeiro, que não está de acordo com a posição do Estado português!

Por vezes, quando acontecem rábulas destas, refere-se a palavra «estereofonia».
Mas erradamente, pois no «som estereofónico» há diferenças de som, sim, mas muito pequenas - só o necessário para «dar o relevo».

Nos casos referidos, embora estejam envolvidas pessoas de algum «relevo», o termo mais apropriado talvez seja «cacofonia» - que também nos remete para a expressão «em cacos».

Publicado por: C. Medina Ribeiro às junho 7, 2005 05:53 PM

Olá meus amigos do “não”. Vi o debate e fiquei na mesma, isto é, os esclarecimentos efectuados pelos comentadores foram em minha opinião igual a zero. Passou-se o debate a falar do “não” da França e da Holanda, como se estes dois Países fossem muito importantes para a nossa afirmação como Portugueses. Ora bem, quero não, exijo ser esclarecido sobre que tipo de tratado estamos a discutir, eu e o Povo Português. Penso, tenho a certeza que os nossos representantes (cambada) mais uma vez querem fazer-nos de parvos. Pois desta pode ser que tenham uma surpresa. No entanto acho que estes iluminados já trataram, assim como, o Sr. Blair, de meter por ora o boi na gaveta e esperar melhores dias, infelizmente é o País que temos.

Queremos ser esclarecido e queremos que o referendo se faça.

Publicado por: António às junho 7, 2005 05:55 PM

Penso que o jovem Ricardo Alves já levou na cabeça o suficiente, mas não posso deixar de exibir o meu choque ao lêr as suas palavras relativas a um predomínio da "esquerda radical" nos OCS portugueses.. Cheira-me a conversa vinda de um extremista de direita.. e a direita fez o que fez em Portugal nos últimos tempos, ou é impressão minha??
De qualquer maneira subscrevo integralmente a ideia de que o debate sobre a constituição europeia não passa nem de perto nem de longe pela eterna guerra direita-esquerda; pelo contrário, a constituição deve ser o ponto comum de todos os quadrantes políticos, sociais e culturais de uma europa profundamente heterogénea (apesar dos fortes laços culturais que nos unem). Pelos vistos, esse equilíbrio não foi atingido, pelo que se deverá entrar numa nova fase de discussão e redacção de novo texto constitucional. A própria controvérsia que este texto gerou pode ser útil para chegar a um novo texto, consensual. Ou então não, e ´é o fim de um sonho; bonito, por sinal..

Publicado por: Caroço às junho 7, 2005 06:24 PM

Micas, a discussão sobre a dicotomia "esquerda-direita" tem tudo a ver com a natureza deste tratado! O mesmo se pode dizer da dicotomia "direita pro tratado - direita contra o tratado" ou mesmo, PS(OUI) - PS (NON)! As leis, reflectem sem dúvida alguma, as ideologias assumidas por este ou aquele governo!(neste caso: conjunto de estados) Logo, será importante ver para alem das medidas em si retratadas no tratado constitucinal e realizar a sua genese ideologica para assim nos apercebermos do que estamos realmente a observar!
É assim MUITO importante analisar o tratado do ponto de vista ideológico, mas tambem do ponto de vista geopolítico, geoestratégico, ecológico, social, textualmente, contextualmente, juridicamente, conjecturalmente, conjunturalmente, comparativamente e culturalmente!
Tambem, não vejo mal nenhum que se pegue no tratado e se simule previamente eventuais situações criticas que poderão ocorrer nos próximos anos! Afinal vivemos no sec. XXI não é? É já altura de fazermos a simbiose experimental entre as ciências exactas e a política!

Publicado por: alguem às junho 7, 2005 07:29 PM

Ontem ao ver o debate lembrei-me dum comentário que por cá deixei nos primeiros dias:
*
...a par de uma discussão intelectual sobre a democraticidade e a conveniência da Constituição Europeia era bom que houvesse uma certa noção de estratégia. É que a chantagem do SIM está montada há largos meses e cai algumas vezes no exagero de argumentos como o fim da União Europeia. Convençam os portugueses que a existência da União corre riscos e haverá uma larga maioria para o SIM.
Pragmatismo precisa-se.
*
Sei que o termo "chantagem" é um tanto ofensivo, mas sem retirar importância alguma ao aspecto financeiro, motor da União Europeia - os argumentos dos homens com preocupações puramente financeiras como Miguel Beleza ou Cavaco Silva são sempre para encarar com prudência. Devemos ouvi-los e ajuizá-los. Estes Srs. (cuja opinião considero) vêem as questões do Tratado e dos referendos como questões acessórias ao essencial. Se parece certo dizer que o destino do tratado – incluindo o da sua não ratificação e, em consequência, a sua não entrada em vigor, passa à margem da questão financeira, uma vez que a houve coesão financeira na Europa sem Constituição e pode continuar a haver (e é bom que se passe esta mensagem aos portugueses e se afastem os fantasmas sobre fim da União) não é menos razoável desejar que se coloque o essencial no seu devido lugar, e o essencial na construção europeia é, para quem ainda acredita, a democracia.

Publicado por: IP às junho 7, 2005 09:37 PM

No Almocreve das Petas há comentário ao debate e levanta-se a questão da razão de ser da Constituição, i.e, a questão dos "Estados Unidos da Europa".

A propósito, como disse Jorge Miranda no debate da SIC Notícias (mal contrariado por Teresa de Sousa que nos lembrou os dois caminhos da União e conseguiu imaginar, na vontade dos mentores do Tratado, uma opção não federalista) este Tratado é um passo no sentido do federalismo. Só não se fala em federalismo para não assustar. Os sinais estão na necessidade e existência da Constituição (necessidade diga-se que só é sentida por quem pugnando pelo federalismo quer apressar o ritmo da construção europeia, no MNE, no regime das votações.

Publicado por: IP às junho 7, 2005 10:59 PM

OS «ARTISTAS»

Tanto quanto nos têm dito, para que seja aprovada a Constituição Europeia (ou um seu Projecto) tem de haver um SIM de todos os 25 países.

Ora, sendo verdade que «100% de 25 são 25» (pelo menos até ver), a realização dos referendos nos restantes países, depois de dois terem votado «NÃO», fará algum sentido?

Claro que pode ter interesse para que os respectivos povos sintam que não são menos do que os outros.

Mas isso é uma coisa; dizer que «continua tudo na mesma e em aberto»... é outra.

Fazem lembrar a anedota do operário que estava a pintar o anúncio «ATENSSÃO AUS ÇALDUS!»:

Quando, certa altura, um passante lhe chamou a atenção para uns "pormenores", respondeu, irritado:

- Desculpe lá, mas de pinturas, percebo eu! Deixe secar a tinta, e depois fale!

(CMR)

Publicado por: C. Medina Ribeiro às junho 8, 2005 10:32 AM

Caríssimo alguém
Gostei imenso do seu post. Quando me referia à dicotomia esquerda-direita era no sentido de que, em muitos dos posts anteriores ao meu, apenas parecia haver a preocupação de rotular os participantes no debate e assim definir, por inerência, as respectivas posições face ao tratado de Constituição...
De resto estou em total acordo consigo.
O segundo paragrafo toca, quanto a mim, exactamente no cerne da questão. Permito-me reproduzi-lo aqui:
"É assim MUITO importante analisar o tratado do ponto de vista ideológico, mas tambem do ponto de vista geopolítico, geoestratégico, ecológico, social, textualmente, contextualmente, juridicamente, conjecturalmente, conjunturalmente, comparativamente e culturalmente!"
Subscrevo inteiramente. Assim fossem debatidas seriamente as verdadeiras motivações e implicações do tratado.

Publicado por: Micas às junho 8, 2005 12:00 PM

"To flourish, globalization's giant corporations need a united Europe -- with one bureaucracy, one set of accommodating business regulations and a common currency. It can't survive on cheap Chinese labor alone. But if the polls have it right, the British, Swedes and Danes, like the Dutch and French -- the people, if not their political elites -- want no truck with a European constitution that threatens more dictation from the unelected bureaucrats in Brussels. They know it's the price for playing in the globalization game, but they're no longer sure they want to pay it."
in http://signs-of-the-times.org/signs/signs.htm

Publicado por: Micas às junho 8, 2005 12:31 PM

QUANDO há uma votação "normal", são dadas aos participantes três outras possibilidades para além da escolha dos candidatos (ou das opções em jogo):

Há o Voto em Branco, o Voto Nulo e a Abstenção - tudo hipóteses perfeitamente legítimas.

Aqui deixo uma pergunta a que ninguém ainda me respondeu:

Sendo o nosso referendo misturado com as eleições autárquicas, como é que uma pessoa pode participar numa das votações e abster-se na outra?

Segundo me dizem, será fácil:

Teremos um boletim para cada acto eleitoral e, se nos quisermos abster num deles, simplesmente não entregamos o boletim.

Se assim for, o que vai suceder é que a pessoa entrega "um papel (ou papéis) a menos".

Com isso, quem estiver por perto fica a saber o "voto" do cidadão (neste caso "Abstenção"), ao passo que, se votar "Branco" ou "Nulo", ninguém saberá.

Além do mais: a Mesa aceitará esse "voto incompleto"?

É que, com o não-esclarecimento que por aí vai, não faltará quem queira seguir o conselho de Aristóteles: «Na dúvida, abstém-te»

-
CMR

Publicado por: C. Medina Ribeiro às junho 8, 2005 02:21 PM

Esqueceram há quanto tempo Vital Moreira deixou de ser de esquerda?

Publicado por: Hélio Pereira às junho 10, 2005 01:28 PM

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