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junho 06, 2005

REINO UNIDO CONGELA REFERENDO

Government to shelve British EU vote , Guardian.

Reino Unido adia referendo sobre Constituição Europeia, Portugal Diário.

Na prática, a Constituição Europeia está morta.

Publicado por JPP às junho 6, 2005 02:56 PM

Comentários

O Dr. Freitas do Amaral disse: "Ah, mesmo como não da França e da Holanda acho que devemos ter um referendo que é para saber qual é a opinião dos Portugueses"...
Parece-me um bocado extravagante numa altura destas insistir numa votação inconsequênte, só para saber a opinião dos Portugueses. Vai ser a sondágem de opinião mais cara que já se ouviu falar.
Entretanto o governo Inglês diz: "Os ingleses não gostam de ser chamados a votar numa coisa que já está 'morta'. Não gostam de ser usados e manipulados pelo governo ou pela Europa e podem inclusive reflectir esse sentimento na votação do proprio referendo".
Ora bem! Parece-me muitissimo mais sensata esta posição do governo Inglês.
Só espero que um dia o Povo Português se deixe de "obediências" cégas às manipulações do governo e este nos passe a ter em conta como gente que somos.

Publicado por: Carlos às junho 6, 2005 05:09 PM

Uma vez que a Constituição Europeia está morta, será que ainda há necessidade de se fazer o referendo em Portugal? Parece que a escolha está feita...

Já há pelos menos quatro países que não a aceitarão. A França e a Holanda, a Inglaterra com indisfarçável alívio por não fazer de má da fita e a Rep. Checa, a avaliar pelas declarações do seu presidente após o "Não" francês. A partir de agora, a continuação deste processo parece ser pura perda de tempo, o qual deverá ser empregue a refletir em alternativas ao modelo agora desaparecido.

Publicado por: Ricardo Prata às junho 6, 2005 05:58 PM

Mas há dez países que disseram "sim".
Quem tem medo de ouvir o resto dos países da União?

Porquê não ouvir???

A Europa não morre por não ter um Tratado Constituicional. Fica é pior com o que está em vigor. Sómente.

Publicado por: Isabel Moreira às junho 6, 2005 06:31 PM

Tenho muitas dúvidas se tudo isto não será mais um truque do lado do sim - aprova-se a actual constituição e no futuro com outra diferente usa-se o argumento de que se se aprovou esta não há razão para submeter uma que ainda por cima é melhor a referendo...

Publicado por: João Carvalho Fernandes às junho 6, 2005 09:48 PM

Mas no ultimo encontro de Bilderberg (onde teriam estado presentes Barroso,Guterres e - quem diria - Morais Sarmento) a possibilidade de o R.U. se afastar de uma eventual Europa federal seria de evitar. A governabilidade do conjunto seria afectada.

Não poderá esta recusa do R.U. levar “le coeur dur de l’Europe” a rever posições sobre a “geometria variável” ou a “Europa a duas velocidades”. Não está o R.U. fora do Euro e do espaço Shengen?

Publicado por: Atl às junho 6, 2005 11:11 PM

Boa ideia.

Sim ao site do Não.

Publicado por: DJ Platina às junho 7, 2005 12:33 AM

Dr. Pacheco Pereira
Com todo o respeito que tenho por si gostaria de deixar aqui algumas ?"dúvidas"?.
Num País, Portugal, onde a maior parte da população não conhece a Constituição Portuguesa, onde existe um índice de analfabetismo brutal, onde o absentismo, principalmente nas eleições europeias, é devastador, onde os debates (que já ninguém quer ver, sobre nada) se fazem, como hoje, na RTP1 tarde na noite ou nos canais por cabo ou via internet (acordem), estão à espera de quê? o Sr. Dr. acredita sinceramente que a maioria da população, que viu hoje o debate (e gostava de ver as audiências!!), ficou minimamente esclarecida?
A ideia generalizada é de que se votarmos NÃO saimos da Europa ou que acaba o dinheiro (eu ando de transportes públicos, é o que ouço).
Por favor dismistifique isto.
E já agora como disse o Sr. Dr. no final da sua intervenção hoje... e se eu me quiser abster? (não é o caso).
Não, Não e Não.
Sim ao referendo sem qualquer dúvida, mas pessoas não fazem a mais pálida ideia do que vão votar e vão, isso sim, votar no que disser o PARTIDO.
Cumprimentos
Maria Pacheco
Porto

Publicado por: Maria Pacheco às junho 7, 2005 01:20 AM

Numa altura de contenções, não se deveria também evitar esbanjar dinheiro numa campanha que só servirá mesmo para saber a opinião da população? Por que não esperar pela ratificação do Tratado e só depois marcar umas novas eleições?

Publicado por: Dora às junho 7, 2005 10:28 AM

A vitória do Não em França, foi a vitória que os euro-cépticos britânicos (entenda-se a nação britânica em peso) tanto ansiavam para levar a água ao seu moinho. Por outras palavras, foi o atestado de óbito que os próprios britânicos queriam ver atribuído à UE. Os britânicos, com os seus grandes aliados norte-americanos rejubilam por verem a sua supremacia global assegurada ao lado da super potência sua irmã. Em suma, a Europa foi traída e caiu numa cilada de difícil resolução. Enquanto houver inimigos da UE dentro dela, e amigos instáveis sempre prontos a dar um tiro no próprio pé, a UE não deixará de ser um refém de Inglaterra e dos EUA. Sem uma constituição reguladora e harmonizante e sem um modelo confederal para a UE, os Estados mais pequenos da UE serão subjugados pelo eixo Washington D.C.-Londres, e inevitavelmente pelos Estados europeus de maior dimensão. Os interesses imediatos, incondicionais e desvinculados dos mais poderosos serão sempre salvaguardados às expensas dos mais pequenos. A cultura nacional de cada Estado será posta em risco mais do que nunca. A morte da constituição e da construção da UE é a morte dos pequenos Estados que serão diluídos pelos colossos anglo-saxónicos, germânicos e asiáticos e deles ficarão dependentes, tendo de viver ao sabor dos seus ditames. ‘ALEA JACTA EST IN FABULA’

Publicado por: Miguel Ferreira às junho 7, 2005 10:29 AM

O referendo apenas faria sentido se pudesse servir para efectivamente esclarecer as pessoas sobre o que realmente está (estava) em causa. Ora, sabemos que não será isso que se passará. Um pouco à semelhança do que aconteceu em França, e os franceses, por muito que nos custe, têm mais "cultura política" do que nós, o que vai acontecer é um debate abafado pelas autárquicas e em que os partidários do "sim" e do "não" utilizarão argumentos bacocos que só servirão para reforçar as ideias pouco claras ou erradas que a generalidade dos portugueses têm neste momento sobre o tema.

Publicado por: Maria Manuel às junho 7, 2005 11:10 AM

Ao votar não, poderemos sempre com algumas alterções voltar em referendo posterior votar sim.
Ao votar sim, ficamos presos ao n/ voto.
Só mais uma achega, direita e esquerda, isso ainda faz sentido? Tenho visto pessoas que se pensa serem de direita e defendem a Europa Social, outros como o Sócrates e Cª dizem-se de esquerda e são aclamados por todos os liberais/economistas/capitalistas e afins da praça.

Publicado por: Nim às junho 7, 2005 02:54 PM

A Constituição Europeia, tal como existe neste momento em projecto, é capaz de estar morta.

Mas, a título de curiosidade, tive ocasião de ler na Agência Ecclesia a seguinte notícia de 1 de Junho:

http://ae.no-ip.org/noticia.asp?noticiaid=19552

"Dois terços (66%) dos católicos praticantes na França votou «sim» no referendo ao Tratado Constitucional Europeu, de 29 de Maio, bem mais do que os 45% do conjunto dos votantes. Os resultados são revelados numa sondagem hoje publicada pelo semanário católico “La Vie”.
Os dados mostram que quanto maior é prática religiosa, maior é a provação do projecto europeu: 44% dos católicos “não-praticantes” disse «sim», contra 48% nos praticantes “esporádicos” e 66% nos católicos mais empenhados. Em relação a outras confissões, apenas 42% dos protestantes e 44% dos muçulmanos votou pelo Tratado.
Segundo a sondagem, os católicos praticantes (73%) foram os que mais pensaram na “construção da Europa” no momento de votar.
O Conselho das Igrejas Cristãs na França, que congrega representantes católicos, protestantes e ortodoxos, tinha oferecido uma apreciação positiva do Tratado Constitucional e pedia aos seus fiéis que assumissem “o desafio da Europa” neste referendo."

Publicado por: timshel às junho 8, 2005 06:55 AM

e se Portugal fosse invadido? o que tu farias?
http://futricas.blogspot.com

Publicado por: migoliveira às junho 8, 2005 10:41 AM

Voltando à questão financeira cito a SIC OnLine:

«Europa "não pode parar"

Barroso quer que os 25 cheguem a acordo sobre o orçamento de 2007/2013

O presidente da Comissão Europeia e o representante da presidência luxemburguesa do Conselho advertiram hoje no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que a Europa "não pode parar" e que é tempo de os líderes europeus darem um sinal de força.

Lusa

José Manuel Durão Barroso e Nicolas Schmit, ministro delegado dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, falavam hoje de manhã perante o plenário durante o período destinado à preparação do decisivo Conselho Europeu que se realiza a 16 e 17 de Junho, em Bruxelas.

Na cimeira de chefes de Estado e de Governo da próxima semana, os "25" tentarão alcançar um acordo relativamente ao quadro financeiro da União Europeia (UE) para 2007/2013 e discutirão a crise motivada pelos "chumbos" francês e holandês ao Tratado Constitucional.

Acordo financeiro demonstrará que a Europa "é uma força política dinâmica"

Na sua intervenção de hoje, Durão Barroso voltou a insistir na ideia de que é "possível" e "aconselhável" alcançar um acordo relativamente às perspectivas financeiras, no momento complicado que a União Europeia atravessa na sequência da reprovação da Constituição por dois Estados-membros, de modo a mostrar ao mundo que a Europa "é uma força política dinâmica".

Numa mensagem dirigida expressamente aos líderes europeus, o presidente da Comissão disse que, para tal, é no entanto fundamental superar as diferenças ideológicas e evitar cair na tentação de nacionalismos.

"Qualquer tentativa de impor um modelo social ou modelo de mercado (...) está condenado ao fracasso", advertiu, acrescentando que a exploração dos interesses nacionais é prejudicial à Europa.

Referindo-se aos resultados dos referendos francês e holandês, Durão Barroso sublinhou o respeito pela vontade expressa nas urnas e voltou a questionar a capacidade da União Europeia para mobilizar os cidadãos, reafirmando que é necessário repensar a estratégia de comunicação.

Também Schmit sublinhou que "a Europa deve continuar" e "demonstrar que mantém a sua capacidade de decisão e acção", ao projectar a cimeira de chefes de Estado e de Governo da próxima semana.

Desentendimentos entre os 25 pode implicar "bloqueio perigoso"

O representante da presidência do Conselho advertiu que, se os "25" não conseguirem chegar a um acordo político relativamente à distribuição das verbas comunitárias, tal poderá representar um sinal de "bloqueio perigoso".

A presidência luxemburguesa da UE está a desenvolver todos os esforços para que os "25" cheguem a um acordo sobre o orçamento para 2007/2013 este mês, ainda durante a sua presidência.

No final do mês, a presidência rotativa do Conselho passará para o Reino Unido.

Na cimeira de 16 e 17 de Junho, os "25" deverão também adoptar uma posição relativamente ao processo de ratificação do Tratado Constitucional, depois de 54,6 por cento dos franceses e 61,6 por cento dos holandeses terem dito "não", e de o Reino Unido ter anunciado a suspensão do seu referendo.»

Publicado por: IP às junho 8, 2005 01:03 PM

Diga-me,se fosse ao contr´rio,se fosse portugal a dizer não,acha que isso ia influenciar a frança?
O que me move contra,é o facto d'o texto,que não é bom,não ser uma Constituicão, mas sim uma Carta Constitucional.
Tambem não reconheço a Giscard,qualidades para um acto de tanta relevância.
Aquele artigo de "Os povos da europa agradecem..." é pro´prio de gente pequena.

Publicado por: A.Mello-Alter às junho 8, 2005 01:59 PM

Caro JPP

Acabei de perceber agora que um novo comentário só é editado com o vosso "OC", do mesmo modo que no "Abrupto".
Manifesto a minha posição contrária e percebo agora o aparecimento do "É Sim".
E se ambos deixassem de alimentar os próprios egos e montassem mesmo uma verdadeira "praça pública". Afinal de que é que VExas têm medo? O que é que de facto motiva VExas?
Um dos sucessivos crimes que têm sido constantemente cometidos contra a humanidade é a manipulação política e religiosa. Serão VExas outras formas de manipulação?
Uma nota: detesto pintura provençal, bucólica e afim. Porquê, porque é neutra. Logo, espanta-me agora esta atitude de ruptura, quiça de busca do paradigma. Ou então não. Será tão somente um referencial estável?
Apesar de tudo, um abraço de mais um céptico...

Publicado por: paulo espinha às junho 8, 2005 03:34 PM

A afirmação de que a rejeição do projecto de tratado ser o triunfo da dupla EUA-RU surge em muitas análises mais ou menos ligadas a uma corrente democrática neo-liberal. É normalmente apresentado como um facto evidente (que não é) ou profissão de fé e, por agora, ainda não encontrei nenhuma justificação coerente – como os Dupont, diria mesmo mais: nenhuma justificação.

(Não sei porquê, mas lembro-me daquela canção: Ó Papão vai-te embora de cima desse telhado… “enfin, passons”).

Não estaremos hoje como estávamos há um mês atrás – mantém-se em vigor o tratado de Nice, como de qualquer maneira se manteria até 2009 – com a vantagem de um projecto de tratado outorgado por uns quantos iluminados, que contém uma clara opção neo-liberal e uma parte social excessivamente débil, principiar a ser finalmente discutido publicamente?

Publicado por: Atl às junho 9, 2005 12:20 AM

Acho fantástico como os obstinados defensores do Sim, políticos medianos, burocratas medíocres e os que (com medo das sussurradas represálias da «boa Europa» ou por inocente boa fé) os seguem têm sempre dito que são totalmente a favor do debate europeu (como o Presidente da República o disse no 10 de Junho, transformando o discurso do chefe de Estado no dia de Portugal num mero comício eleitoral); mas amuam sempre que o resultado democrático desse debate não lhes agrada. Então não é que os ingratos dos europeus pagam a divina dádiva do referendo, tão generosamente ofertada pelos políticos, com a resposta errada? Que raio de democracia... Henry Ford também insistia que os clientes da Ford podiam ter carros de qualquer cor que quisessem --desde que quisessem preto!

Publicado por: João Paulo Batalha às junho 11, 2005 11:37 AM

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