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junho 03, 2005
Simão Pedro Cruz - DEVER HISTÓRICO
Aluno da Universidade de Aveiro na licenciatura de Economia, tive ontem o meu exame final de Economia Portuguesa. A disciplina que além de retratar a história da Economia Portuguesa desde os tempos do Estado Novo, tem uma forte componente macroeconómica. Do que pude perceber, e que na minha opinião, foi talvez dos passos mais importantes que este país deu, foi a a entrada na CEE que veio pura e simplesmente dotar Portugal como um pais desenvolvido.
Mas infelizmente o estado da nossa economia, do qual ouvimos falar todos os dias, e dadas as críticas tão negativas, faz pensar qualquer pessoa que não tenha um mínimo de formação no assunto que estamos a regredir e até, a sermos ultrapassados por países como a Grécia que não nos bate só no futebol, mas agora parece ser em quase tudo.
O que parece ser também certo é o facto de um não à constituição europeia da nossa parte colocar-nos realmente numa posição da qual já fizemos parte e da qual se bem me lembro do que aprendi ao longo do semestre era dos paises menos desenvolvidos da europa.
A justificação é muito simples: É necessário saber distinguir entre castigar um governo pela fraca popularidade da sua governação e tomar a posição para o futuro de um país, de um continente. Os franceses , tal como os holandeses votaram não, resta saber porquê, mas em relação aos franceses apenas gostaria de deixar duas questões às quais lhe pedia uma resposta ou até as várias possíveis de muitas outras pessas.
- Será que todo o eleitor leu, sabia ou tinha a consciência da importância do seu acto no caso de votar não? No caso daqueles que votaram para castigar o governo, seriam eles em numero suficiente para ser levado como castigo, uma vez que por certo que também houve quem votasse porque realmente queria dizer que não.
- Será que se tivermos em conta o que aconteceu na holanda podemos falar aqui de simpatia acéfala, e que quem sabe por diferentes motivos pode chegar ao nosso país? Será essa uma razão viável, castigo ao governo, para se votar não?
Não quero com isto dizer que sou a favor do sim ou não, até porque ainda não estou informado sobre a constituição, mas historicamente parece ser nosso dever votar sim. E além disso o nosso governo ainda não teve tempo para ser avaliado ao ponto de levar um castigo...
Simão Pedro Cruz
Publicado por JPP às junho 3, 2005 10:36 PM
Comentários
Bom dia,
1º Este país só entrou na CEE por não ter alternativa...Comparações entre a economia antes e depois da entrada na CEE é um exercício muito difícil. Espero que descubra porquê...
2ºPortugal não é um país desenvolvido.
3ºSe ainda não está informado sobre a constituição o que está à espera para se informar? Também parece ser grande o seu desconhecimento sobre a informação do francês médio: nunca vi em Portugal,sobre qualquer assunto, debate tão profundo e alargado como o que houve em França relativamente à dita "constituição".
4ºO nível médio de formação dos franceses, que foram educados numa cultura de debate, é abismalmente superior à dos portugueses!Para não falar do nível dos jornais, dos hábitos de leitura, de estudo, da disciplina no trabalho...
E em Portugal? Que debate tem sido feito para além do contínuo metralhar dos adeptos do sim, todos com acesso privilegiado à comunicação social (exceptuando algumas intervenções de meia dúzia de pessoas)? Será por isso que se sente impelido a votar sim historicamente?
Quer vote sim ou não, faça-o pela sua cabeça, não espere debate ou informação da parte dos detentores da verdade...
Cordialmente.
Publicado por: Lopes cardoso às junho 6, 2005 09:42 AM